A Amazon apresentou uma nova família de tablets que abandona as principais limitações da linha Fire. Os Alexa Tablets executam Android, incluem acesso completo à Google Play Store e chegam em três tamanhos. A mudança abre a porta a aplicações que antes não estavam disponíveis de forma nativa nos equipamentos da empresa, como YouTube, Gmail e Google Docs.
O anúncio foi feito a 8 de outubro e marca uma viragem na estratégia da Amazon para esta categoria. Em vez de se concentrar apenas em modelos económicos ligados ao seu próprio ecossistema, a marca aposta agora em construção de alumínio, ecrãs de maior qualidade e preços mais próximos dos tablets de gama média e alta.
Três modelos para diferentes utilizações
A gama começa no Alexa Tablet 8, com ecrã de 8,7 polegadas, 4 GB de memória RAM, 64 GB de armazenamento e autonomia anunciada de até 14 horas de reprodução de vídeo. O preço inicial nos Estados Unidos é de 229,99 dólares.
Acima deste surge o Alexa Tablet 11. Tem um ecrã de 11 polegadas com resolução 2,5K e taxa de atualização de 90 Hz, 8 GB de RAM e até 15 horas de vídeo. O preço começa nos 329,99 dólares.
O modelo mais avançado é o Alexa Tablet 12 Pro, com ecrã de 12 polegadas, proporção 3:2 e taxa de atualização de 120 Hz. A Amazon anuncia até 16 GB de RAM e 16 horas de reprodução de vídeo. A versão base começa nos 499,99 dólares, enquanto a variante Nanomatte, com tratamento antirreflexo, parte dos 549,99 dólares. Há ainda teclado e caneta vendidos em separado.
Google Play muda a proposta dos tablets Amazon
A diferença mais importante não está apenas no hardware. Os Alexa Tablets utilizam Android com acesso à loja da Google, ao contrário dos Fire Tablets, que dependiam do Fire OS e da Amazon Appstore. Isto elimina uma das maiores barreiras da gama anterior: a ausência de várias aplicações e serviços Google em formato nativo.
A Amazon integrou também a Alexa+ no sistema. O assistente pode responder por voz, controlar dispositivos de casa inteligente e, quando o utilizador ativa essa opção, analisar o conteúdo apresentado no ecrã. A empresa afirma que esta funcionalidade está desligada por predefinição e mostra um indicador visual quando está ativa.
Segundo a Reuters, o acesso à Alexa+ exige uma subscrição Prime ou uma subscrição própria do serviço. A presença do assistente não transforma, porém, estes equipamentos numa categoria separada: continuam a ser tablets Android completos, com as aplicações Amazon instaladas e acesso ao catálogo da Google Play.
Fire Tablets ficam sem novos modelos
A nova família substitui gradualmente a marca Fire nos tablets. Panos Panay, responsável pelos dispositivos da Amazon, confirmou que a empresa não prevê novas atualizações de hardware para essa linha. Os equipamentos Fire existentes continuarão a funcionar e deverão receber atualizações de segurança, de acordo com declarações citadas pelo The Verge.
Os Alexa Tablets começam a ser enviados a 14 de outubro nos Estados Unidos, México e Canadá. Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha recebem os modelos a partir de 19 de outubro. A Amazon não anunciou disponibilidade, data ou preços para Portugal, pelo que os valores em dólares não devem ser interpretados como preços locais.
Fontes: Amazon · Reuters · The Verge · 9to5Google
