A Google apresentou o Fitbit Edge, uma pulseira de atividade com ecrã OLED que procura ocupar o espaço entre o Fitbit Air, sem ecrã, e o Pixel Watch 5, mais completo e mais caro. O novo modelo custa 179,99 dólares nos Estados Unidos, entra em pré-venda a 12 de outubro e chega às lojas a 27 de outubro em mercados selecionados. Portugal não aparece na lista inicial de países.
O interesse do Edge está no equilíbrio. É mais fino e focado no acompanhamento de saúde e exercício do que um relógio inteligente, mas permite consultar métricas, notificações, meteorologia e controlos de música diretamente no pulso. Funciona com Android e iPhone através da aplicação Google Health.
Um ecrã maior sem abandonar a autonomia
O Fitbit Edge usa um ecrã OLED em formato alongado, com uma área de visualização 46% superior à do Charge 6. Há também um botão físico lateral, pensado para facilitar ações durante o treino, quando os gestos no ecrã podem ser menos práticos. A caixa em alumínio tem 11,5 milímetros de espessura e proteção IP68 e 5 ATM contra poeiras e água.
A Google anuncia até sete dias de autonomia com a configuração normal. A promessa muda bastante quando o ecrã permanece sempre ligado: nesse modo, a estimativa desce para cerca de dois dias. Uma carga de cinco minutos deverá ser suficiente para um dia de utilização, enquanto o carregamento completo demora aproximadamente 90 minutos.
Outra diferença importante é a manutenção. A bateria pode ser substituída através de assistência técnica, embora a Google não recomende que o utilizador abra o dispositivo. É uma melhoria de longevidade face a muitas pulseiras compactas, nas quais uma bateria degradada tende a determinar o fim da vida útil do produto.
Sensores de saúde, GPS e mais de 100 atividades
O Edge inclui GPS, altímetro, sensor de frequência cardíaca, temperatura da pele, SpO2 e sensores elétricos usados no eletrocardiograma. A deteção automática de exercício pode reconhecer mais de 100 atividades e aprender hábitos ao longo do tempo. Algumas funções de orientação personalizada dependem, porém, da subscrição Google Health Premium, sendo oferecidos três meses com a compra.
A pulseira guarda dados mesmo quando está afastada do telemóvel e permite transmitir a frequência cardíaca para equipamento de treino compatível. Também suporta notificações e respostas rápidas no Android. No iPhone, as respostas rápidas ficam indisponíveis devido às limitações da plataforma.
Apesar da proximidade ao Pixel Watch, não é um smartwatch completo. Não tem microfone nem altifalante, não instala aplicações Wear OS e não inclui NFC, pelo que não oferece pagamentos Google Wallet. Essa ausência é especialmente visível porque o antigo Charge 6 suportava pagamentos sem contacto.
Lançamento deixa Portugal de fora
A Google confirmou o Fitbit Edge nos Estados Unidos e em vários mercados europeus, incluindo Espanha, França, Alemanha, Itália, Irlanda e Países Baixos. A lista oficial não inclui Portugal, por isso ainda não existe preço local nem data de chegada confirmados. Em lojas europeias onde já está disponível para reserva, o preço começa nos 179,99 euros.
O Edge apresenta-se, assim, como uma alternativa para quem quer ver informação no pulso e acompanhar treinos com maior detalhe, mas não precisa das aplicações e chamadas de um relógio inteligente. A autonomia de uma semana é o principal argumento, desde que o ecrã sempre ligado permaneça desativado.
Fontes: Google · The Verge · Ars Technica
