A Poco apresentou a 1 de setembro de 2026 o F9 Ultra, um telemóvel que combina uma bateria de 8050 mAh com uma câmara principal de 200 megapíxeis. São números expressivos, mas não contam toda a história: a autonomia anunciada depende das condições de utilização e a resolução máxima da câmara exige um modo próprio, com limitações.
O equipamento chega acompanhado pelo F9 Pro, embora seja o Ultra a concentrar a maior bateria e o sistema de som com subwoofer independente. Para quem procura um Android para fotografar, jogar ou passar mais tempo longe de uma tomada, interessa perceber o que estas características permitem e o que ainda falta demonstrar.
Uma bateria grande, sem promessa universal de dois dias
A capacidade de 8050 mAh é acompanhada por carregamento HyperCharge de 100 W por cabo e 50 W sem fios. A Xiaomi anuncia dois dias de autonomia, mas esclarece que esse resultado foi obtido nos seus laboratórios, num cenário simulado de utilização diária. Não deve ser lido como uma garantia para quem joga durante horas ou usa intensivamente a rede móvel.
Também convém confirmar os acessórios. A ficha britânica indica que o carregador não vem na caixa, enquanto a página global recomenda verificar o conteúdo junto do vendedor local. O carregador sem fios é vendido separadamente. Os valores máximos de potência não dispensam equipamento compatível nem significam que o telemóvel carregue sempre à mesma velocidade.
Os 200 megapíxeis têm condições
Além da câmara principal com estabilização ótica, o Ultra inclui uma teleobjetiva de 50 MP com zoom ótico de cinco vezes e uma ultra grande angular de 50 MP. Esta combinação oferece diferentes enquadramentos sem depender apenas de recortar a imagem da câmara principal.
Na sua experiência com o aparelho, a DPReview verificou que o modo de 200 MP demora alguns segundos a processar a fotografia e não aplica o mesmo efeito HDR dos modos normais. Pode revelar mais detalhe quando há boa luz, mas não é necessariamente a melhor escolha para todas as cenas. Nos modos habituais, o telemóvel combina informação dos píxeis para produzir imagens de resolução inferior.
A diferença é prática: quem fotografa um edifício parado pode valorizar o detalhe extra; quem quer registar rapidamente um momento deve considerar o tempo de processamento. A resolução anunciada, por si só, não demonstra melhor qualidade fotográfica em todas as situações.
Ecrã de 185 Hz e preços locais por confirmar
O ecrã AMOLED é anunciado com 6,9 polegadas e uma taxa de atualização até 185 Hz. O processador é o Snapdragon 8 Elite Gen 5, acompanhado pelo chip gráfico VisionBoost D8. A marca limita as suas alegações de 185 imagens por segundo a jogos selecionados e condições de teste específicas; não se trata de um resultado garantido em qualquer jogo.
Há configurações com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, ou 16 GB com 512 GB e 1 TB. A ficha técnica indica 235 gramas, um dado relevante para quem prefere equipamentos leves. Nesta pesquisa não foi possível confirmar preço e data de venda específicos para Portugal. Antes de comparar propostas, importa confirmar a versão comercializada, os acessórios incluídos e os resultados de testes independentes de autonomia.
Fontes: Xiaomi · Xiaomi UK · DPReview · 9to5Google
