O Spotify começou a disponibilizar as Playlist Notes, uma função que permite acrescentar pequenas notas a músicas, episódios de podcasts e audiolivros dentro das playlists. A novidade está a chegar gradualmente às aplicações para iOS e Android em mais de 100 mercados, tanto para contas gratuitas como Premium.
A ideia é simples: quem cria ou colabora numa playlist pode explicar por que razão adicionou determinado conteúdo, guardar uma memória associada a uma música ou deixar uma recomendação para quem tem acesso à lista. As notas ficam visíveis juntamente com o conteúdo e identificam o perfil de quem as escreveu.
Como adicionar uma nota numa playlist
Na aplicação móvel, abra uma playlist que tenha criado ou em que seja colaborador. Toque nos três pontos junto da música, episódio de podcast ou audiolivro, escolha a opção para adicionar uma nota, escreva o texto e guarde.
O Spotify indica que qualquer pessoa com acesso à playlist consegue ver essas notas. Isto torna a função especialmente útil em listas partilhadas entre amigos, família ou grupos que usam uma playlist para organizar música para uma viagem, festa ou outro momento comum.
A distribuição é gradual, por isso a opção pode não aparecer de imediato mesmo com a aplicação atualizada. A empresa não publicou uma lista completa dos mais de 100 mercados abrangidos pelas notas criadas pelos utilizadores. Se a função ainda não estiver disponível em Portugal na sua conta, a melhor opção é manter a aplicação atualizada e esperar pelo alargamento do rollout.
Os editores do Spotify também podem explicar escolhas
As Playlist Notes não ficam limitadas às listas pessoais. O Spotify começou também a usar notas em algumas das suas playlists editoriais, como Today’s Top Hits e RapCaviar. Nestes casos, os editores podem explicar por que escolheram uma faixa ou qual é o contexto cultural associado à seleção.
Esta vertente tem, para já, uma disponibilidade mais limitada. As notas editoriais e os novos perfis de editores estão a chegar a utilizadores com 16 ou mais anos nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Austrália e Nova Zelândia.
Os perfis mostram algumas das músicas e álbuns preferidos de cada editor e as playlists em que participa. O objetivo declarado pelo Spotify é tornar mais visível a componente humana da curadoria, num serviço onde muitas recomendações também dependem de sistemas automáticos.
O que muda para quem usa playlists
A função não altera a ordem das músicas nem o algoritmo de recomendação. Também não transforma uma playlist privada numa lista pública. A visibilidade continua dependente das definições da própria playlist, mas qualquer pessoa que já tenha acesso pode ver as notas associadas aos conteúdos.
Na prática, a novidade acrescenta uma camada de contexto que antes ficava normalmente numa descrição geral da lista ou fora do Spotify. Uma playlist de viagem pode indicar onde uma música foi descoberta; uma lista colaborativa pode explicar escolhas de vários participantes; uma seleção de podcasts pode guardar uma nota sobre o tema de cada episódio.
Há também uma questão de privacidade simples de considerar: uma nota pode revelar memórias, relações ou hábitos pessoais. Antes de escrever, convém confirmar quem consegue abrir a playlist e evitar informação que não gostaria de partilhar com todos os seus participantes.
As Playlist Notes não são uma mudança estrutural no Spotify, mas resolvem um problema fácil de reconhecer: lembrar por que guardámos determinado conteúdo e dar mais contexto às listas que partilhamos. Para quem usa playlists apenas como filas de reprodução, a função pode passar despercebida; para quem as trata como coleções pessoais ou colaborativas, pode tornar-se bastante útil.
Fontes: Spotify · TechRadar · Android Authority · 9to5Google
