Super Nt+ e Mega Sg+ modernizam cartuchos de 16 bits

Consolas Super Nt+ e Mega Sg+ rodeadas por cartuchos de Super Nintendo e Sega Genesis.

A Analogue apresentou as Super Nt+ e Mega Sg+, duas novas versões das suas consolas dedicadas a cartuchos da era de 16 bits. Os equipamentos mantêm a ideia central dos modelos anteriores: permitir jogar títulos originais da Nintendo e da Sega num televisor moderno, sem recorrer à emulação por software.

O anúncio foi feito a 16 de outubro. As reservas abrem a 19 de outubro, às 8:00 PDT, por 219,99 dólares cada, e os primeiros envios estão previstos para dezembro de 2026. A marca tem uma versão europeia da Mega Sg+, mas não publicou um preço em euros nem condições específicas de entrega para Portugal.

Cartuchos antigos com ligações atuais

A Super Nt+ recebe cartuchos da Super Nintendo e da Super Famicom. A Mega Sg+ destina-se à Sega Genesis e à Mega Drive, além de jogos da Master System. Cada consola usa um processador FPGA, um chip configurado para reproduzir o funcionamento do equipamento original ao nível do hardware, em vez de executar uma cópia do sistema através de software.

Para o jogador, a diferença prometida está sobretudo na fidelidade dos tempos de resposta, do som e da imagem. A saída continua limitada a 1080p, adequada aos jogos 2D para os quais estas consolas foram desenhadas. Não existe a promessa de 4K que acompanha a Analogue 3D, dedicada à Nintendo 64.

As atualizações práticas são mais visíveis nas ligações. Bluetooth e rádio de 2,4 GHz passam a estar integrados, permitindo emparelhar comandos sem um adaptador colocado na porta frontal. Os comandos com fios continuam a ser aceites, e ligar um deles tem prioridade sobre a ligação sem fios.

USB-C e troca de jogos sem desligar

A alimentação passou para USB-C e foi acrescentada uma porta USB-A para acessórios compatíveis. Também se torna possível ligar a consola através do comando principal, uma conveniência comum no hardware atual mas ausente nas versões anteriores.

Outra mudança evita desligar completamente o sistema entre jogos. Depois de sair do cartucho através do menu, o utilizador pode retirá-lo e colocar outro. Esta troca rápida não transforma os cartuchos em conteúdo digital: continua a ser necessário ter o suporte físico original e inseri-lo na consola.

O sistema operativo conserva opções específicas para jogos antigos, incluindo ajustes de vídeo, áudio e controlos. A Analogue afirma ainda que ambos os modelos continuam compatíveis com o seu DAC, um acessório que fornece saída analógica para televisores CRT. Trata-se de uma possibilidade dirigida a quem procura uma apresentação ainda mais próxima do equipamento da época.

Duas bibliotecas, a mesma proposta

Apesar de partilharem o desenho técnico e as novas ligações, as duas consolas não usam os mesmos cartuchos. A escolha depende da coleção existente: Super Nt+ para a biblioteca de 16 bits da Nintendo, Mega Sg+ para as famílias Genesis, Mega Drive e Master System. A Mega Sg+ surge em variantes USA, EU e JP, uma distinção relevante devido aos formatos regionais dos cartuchos.

O preço coloca estes equipamentos acima de muitas mini-consolas e soluções baseadas em emulação. A proposta é diferente: reutilizar jogos físicos e reproduzir o comportamento do hardware original com comodidades modernas. Para quem ainda guarda uma coleção, Bluetooth, USB-C e a troca de cartuchos tornam a experiência menos dependente de cabos e ciclos de alimentação.

Antes de reservar a partir de Portugal, convém considerar que o valor oficial está em dólares e não inclui uma indicação local de portes, impostos ou assistência. A disponibilidade europeia da Mega Sg+ está confirmada como variante de produto, mas isso não equivale a um lançamento com preço e distribuição próprios em Portugal.

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