Os Correios passaram a receber gratuitamente equipamentos eletrónicos usados em milhares de agências no Brasil. O novo serviço cria um ponto de entrega acessível para telemóveis, computadores portáteis, tablets, auscultadores, cabos e outros aparelhos de pequeno porte que já não têm utilidade.
A mudança interessa a quem guarda equipamentos antigos por não saber onde os entregar. Segundo a estatal brasileira, a recolha está disponível nas agências que dispõem do Balcão do Cidadão, sem necessidade de marcação e sem custos para o consumidor.
Mais de 6800 agências recebem equipamentos
A Agência Brasil contabiliza 6868 agências participantes em todo o país. Cada entrega pode pesar até 30 quilos e deve ser levada numa caixa aberta. O funcionário fecha a embalagem no balcão e entrega um comprovativo de envio.
O serviço aceita, entre outros exemplos, telemóveis, computadores portáteis, tablets, auscultadores e cabos. Pilhas, baterias soltas e lâmpadas ficam de fora desta modalidade, pelo que não devem ser colocadas na mesma caixa. Estes produtos exigem canais próprios de recolha devido aos materiais e riscos envolvidos. Também evita depender apenas de campanhas pontuais ou iniciativas municipais.
Esta distinção é importante porque a nova opção não transforma qualquer agência num ecocentro para todos os tipos de resíduos. O foco está em equipamentos elétricos e eletrónicos de pequeno porte que possam ser acondicionados e enviados dentro do limite de peso.
O destino não termina no balcão dos Correios
A iniciativa resulta de uma parceria entre os Correios e a Circular Brain. Depois da entrega, os volumes seguem para a Rede Circulare, que os encaminha para recicladores homologados. O processo é rastreado até à destinação final, segundo as entidades envolvidas.
Isto permite recuperar materiais que ainda têm valor e reduz o risco de componentes acabarem no lixo comum. A cobertura nacional das agências também resolve um obstáculo frequente: mesmo quando as pessoas querem reciclar, nem sempre existe um ponto de entrega conhecido ou próximo.
Dados citados pelo UOL indicam que o Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrónicos por ano, mas apenas uma pequena parte entra em circuitos formais de recolha. A nova rede não resolve sozinha essa diferença, mas amplia de forma concreta os locais onde o consumidor pode entregar aparelhos antigos.
Um serviço brasileiro com regras próprias
A recolha é exclusiva do Brasil e não deve ser confundida com os sistemas existentes em Portugal. As regras, os pontos participantes e o limite de 30 quilos pertencem ao serviço dos Correios brasileiros.
Para os consumidores abrangidos, a novidade simplifica uma decisão que costuma ser adiada: dar um destino rastreável a eletrónica sem uso. A utilidade prática está na combinação de custo zero, presença em mais de seis mil agências e aceitação de objetos comuns que se acumulam em gavetas e armários.
Antes de transportar uma caixa, vale a pena confirmar se a agência escolhida dispõe do Balcão do Cidadão e se todos os itens pertencem às categorias aceites. Assim evita-se levar pilhas, baterias ou lâmpadas para um serviço que não foi criado para esses resíduos.










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