A Uber começou a disponibilizar no Brasil uma função que permite guardar preferências para o momento do embarque. A novidade foi pensada sobretudo para pessoas idosas e pessoas com deficiência, que podem indicar antecipadamente como querem ser avisadas da chegada do automóvel e como o motorista as pode identificar.
Chamada Preferências de Partida, a ferramenta começou a ser distribuída gradualmente a 21 de outubro. Em vez de repetir as mesmas instruções por mensagem em todas as viagens, o passageiro configura-as uma vez na área de acessibilidade da aplicação. Quando uma corrida elegível é aceite, o motorista recebe essas indicações automaticamente.
Instruções chegam diretamente ao motorista
A primeira parte da configuração define como o condutor deve assinalar que chegou ao ponto de encontro. As opções incluem chamar o passageiro pelo nome, entrar em contacto através da aplicação, piscar os faróis ou buzinar. É possível escolher mais do que uma forma de aviso.
A segunda parte ajuda o motorista a reconhecer a pessoa. O passageiro pode indicar, de forma opcional, que utiliza bengala, bengala branca, muletas, andarilho ou cadeira de rodas. Esta informação é apresentada antes do encontro, reduzindo a necessidade de explicar a situação quando o automóvel já está no local.
O recurso procura resolver um problema simples, mas recorrente. Uma buzina pode não ser útil para uma pessoa com deficiência auditiva; uma chamada de voz pode não ser a melhor opção para todos; e encontrar o veículo numa zona movimentada pode ser mais difícil para quem tem limitações visuais ou de mobilidade. Ao guardar a preferência, a aplicação transforma essa comunicação numa parte regular da viagem.
A função não garante um veículo adaptado
As Preferências de Partida dizem respeito à comunicação e à identificação no embarque. A descrição oficial não promete que o automóvel tenha rampa, espaço específico para cadeira de rodas ou um condutor com formação para prestar assistência física. Esses requisitos dependem dos tipos de viagem e dos serviços disponíveis em cada cidade.
Esta distinção evita criar uma expectativa errada. A ferramenta pode tornar o encontro mais previsível, mas não substitui um serviço de transporte adaptado quando este é necessário. Também não elimina a responsabilidade do motorista de cumprir as regras aplicáveis a passageiros com deficiência, incluindo o transporte de cães-guia.
A Uber já reúne outras opções de acessibilidade na aplicação, como compatibilidade com os leitores de ecrã TalkBack e VoiceOver, identificação opcional de deficiência visual ou auditiva e a Conta Sénior, que simplifica a interface com texto maior e menos passos. A nova função concentra-se especificamente nos minutos entre a chegada do veículo e o início da viagem.
Disponibilidade começa pelo Brasil
O lançamento anunciado a 21 de outubro é dirigido ao Brasil e deverá chegar gradualmente às contas nos dias seguintes. Isso significa que a opção pode não aparecer imediatamente para todos os utilizadores. A empresa não confirmou, neste anúncio, quando a mesma configuração ficará disponível em Portugal ou noutros mercados.
No Brasil, a área pode ser encontrada nas definições de acessibilidade da conta. As preferências continuam sob controlo do passageiro e podem ser alteradas quando necessário. As páginas de ajuda da Uber indicam ainda que a função se aplica a viagens elegíveis e a zonas suportadas.
A mudança não altera o funcionamento básico da chamada de um automóvel, mas acrescenta contexto antes do encontro. Para quem repetia as mesmas instruções em cada corrida, o ganho está precisamente nessa antecipação: o motorista recebe a informação relevante sem depender de uma conversa iniciada à pressa depois de aceitar a viagem.










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