A Amazon apresentou uma nova geração de equipamentos Echo para a casa, liderada pelo relógio Echo Time e pelo ecrã Echo Show 16. A gama inclui ainda um Echo Dot revisto, um Echo Studio com câmara e a primeira moldura digital da empresa com Alexa integrada.
Os produtos foram anunciados a 28 de outubro e começam nos 99,99 dólares nos Estados Unidos. A Amazon não confirmou preços, datas ou disponibilidade para Portugal, pelo que os valores divulgados não devem ser convertidos diretamente para euros nem tratados como condições europeias.
Echo Time tenta substituir o telemóvel na cabeceira
O Echo Time é um relógio inteligente de cabeceira com ecrã circular de 3,2 polegadas e centenas de mostradores. O modelo não inclui câmara, mas usa sensores Omnisense para detetar presença, temperatura e fases de sono. A função de alarme pode acordar o utilizador durante um período de sono mais leve, entre 10 e 60 minutos antes da hora definida.
O ecrã aumenta gradualmente a luminosidade para simular o nascer do sol e reduz o brilho ao longo da noite. A Amazon apresenta estas funções como apoio ao despertar, não como diagnóstico médico. O Echo Time custa 199,99 dólares e está disponível nos Estados Unidos; uma versão Kids começa nos 209,99 dólares.
A ausência de câmara distingue este modelo dos equipamentos que monitorizam visualmente uma divisão. Ainda assim, a deteção do sono e da presença depende de sensores no quarto, um detalhe relevante para quem avalia a privacidade antes da compra.
Echo Show 16 junta Fire TV e mapa da casa
O Echo Show 16 recebeu um desenho mais fino e um ecrã Full HD de 16 polegadas. A versão normal custa 499,99 dólares, enquanto o acabamento Nanomatte, pensado para reduzir reflexos, sobe para 569,99 dólares. As pré-encomendas já abriram nos Estados Unidos e os envios começam mais tarde em 2026.
O equipamento inclui Fire TV, comando remoto e um novo sistema de ecrãs configuráveis. Pode funcionar como calendário familiar, moldura fotográfica ou painel de controlo da casa. O Alexa Home Map permite representar divisões e equipamentos num mapa 3D, para controlar luzes, fechaduras, termóstatos e câmaras a partir da respetiva posição.
A câmara frontal de 13 megapíxeis ganhou visão noturna e enquadramento automático. Existe um botão físico para desligar a câmara e os microfones, mas funções como Live View continuam a exigir uma decisão consciente sobre o acesso remoto ao interior da casa.
O lançamento prolonga a renovação do ecossistema Amazon, depois dos Alexa Tablets com Android e Google Play. Neste caso, porém, o objetivo é criar um centro comum para entretenimento, calendário e equipamentos domésticos.
Echo Dot e Studio também mudam
O novo Echo Dot custa 99,99 dólares e passa a incluir um hub de casa inteligente, além de um extensor eero que pode ampliar a rede Wi-Fi existente. A Amazon anuncia ainda 50% mais graves do que na geração anterior.
O Echo Studio mantém o foco no som, mas recebe uma variante com câmara por 249,99 dólares. Essa câmara permite reconhecer objetos mostrados pelo utilizador, fazer chamadas de vídeo através de uma Fire TV compatível e consultar a divisão remotamente na aplicação Alexa. A versão sem câmara custa 219,99 dólares.
A Alexa Photo Frame completa a gama com um ecrã tátil antirreflexo de 10 polegadas ligado ao Amazon Photos. O sistema escolhe fotografias e evita capturas de ecrã, segundo a empresa.
Várias funções avançadas dependem da Alexa+, incluída numa subscrição Prime nos mercados suportados. Sem confirmação para Portugal, a conclusão prática é simples: a gama mostra a direção da Amazon para a casa inteligente, mas compatibilidade, idioma, serviços e preço local terão de ser verificados quando existir um lançamento europeu.
