Portugal recebe hoje, 12 de agosto, um eclipse solar que será total numa faixa estreita do nordeste e parcial, mas muito profundo, no resto do território continental. O fenómeno começa por volta das 18h33, atinge o máximo perto das 19h30 e termina aproximadamente às 20h23. Os horários variam alguns minutos conforme o local.
Na maior parte do país, a Lua deverá cobrir entre 92% e quase 100% do disco solar. A totalidade, com cerca de 26 segundos, ficará limitada a uma zona estreita do extremo nordeste de Trás-os-Montes. Fora dessa faixa, nunca se deve retirar a proteção ocular, mesmo quando resta apenas uma pequena porção visível do Sol.
Onde e quando observar
O Sol estará baixo e a aproximar-se do horizonte ao fim da tarde. Para acompanhar o eclipse, procure um local com vista desimpedida para oeste, sem edifícios, árvores ou montanhas a bloquear a direção do pôr do Sol. Convém chegar com antecedência, porque o trânsito e a afluência podem aumentar junto dos pontos de observação.
As horas nacionais servem como referência, mas a posição exata e a duração dependem da localidade. O projeto Eclipse 2026 Portugal reúne informação específica e várias entidades promovem sessões acompanhadas por especialistas. Uma iniciativa organizada é uma opção especialmente útil para famílias e para quem nunca observou um eclipse.
O tempo também pode condicionar a experiência. Nuvens no horizonte podem esconder parte ou todo o fenómeno, por isso vale a pena consultar a previsão local antes de sair. Não pare o automóvel na berma nem escolha locais sem condições de segurança apenas para ganhar visibilidade.
Os óculos certos são indispensáveis
Olhar diretamente para o Sol pode causar lesões graves e permanentes na retina, sem dor imediata. Óculos de sol comuns, mesmo muito escuros, não oferecem proteção adequada. Também não são seguros radiografias, CDs, vidro fumado ou filtros improvisados.
Use apenas óculos próprios para eclipses que indiquem conformidade com a norma ISO 12312-2 e apresentem marcação CE. Antes de os colocar, confirme que as lentes não têm riscos, furos ou dobras. Coloque-os antes de olhar para o Sol e desvie o olhar antes de os retirar. As crianças devem ser acompanhadas por um adulto durante toda a observação.
Durante a fase parcial, os óculos devem permanecer postos sempre que se olha diretamente para o Sol. Apenas dentro da estreita faixa de totalidade é possível retirá-los durante os breves segundos em que o disco solar está completamente coberto. Devem voltar a ser colocados assim que a luz reaparecer.
Telemóveis e câmaras também precisam de filtro
Apontar um telemóvel ao eclipse não torna a observação segura. Não olhe para o Sol através do ecrã enquanto enquadra sem proteção adequada, e evite deixar o sensor exposto durante muito tempo. Para câmaras, binóculos e telescópios é necessário um filtro solar próprio, colocado à frente da objetiva.
Os óculos de eclipse não devem ser usados para olhar através de instrumentos óticos. A concentração da luz pode danificar o filtro e atingir os olhos. Se não tiver equipamento certificado ou experiência, a opção mais segura é observar a olho nu com óculos adequados ou recorrer a uma transmissão de uma entidade científica.
O eclipse será um acontecimento raro e visualmente marcante em Portugal. Preparar o local, confirmar os horários e usar proteção certificada permite acompanhá-lo sem transformar alguns minutos de curiosidade num risco evitável.
Fontes: Eclipse 2026 Portugal · INEM/DGS · Renascença · Reuters
