Gemini Notebook muda limites a 2 de setembro

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O Gemini Notebook vai mudar a forma como limita a utilização a partir de 2 de setembro. Em vez de contar apenas quantas vezes cada funcionalidade é usada por dia, passará a considerar os recursos de processamento consumidos pelas tarefas. A alteração foi anunciada pela Google a 28 de agosto e começa a chegar às contas pessoais, tanto na versão web como nas aplicações móveis.

Para quem usa o serviço para analisar documentos, preparar apresentações ou estudar, a principal consequência é simples: duas tarefas deixam de ter necessariamente o mesmo peso na quota. Uma pergunta breve e a criação de um vídeo a partir de várias fontes não devem ser encaradas como utilizações equivalentes.

Cinco horas não significam utilização ilimitada

A Google diz que a quota será renovada a cada cinco horas, mas a documentação acrescenta uma condição importante: existe também um limite semanal. Por isso, esgotar o orçamento da semana não se resolve necessariamente à espera da próxima renovação de cinco horas.

O consumo terá em conta fatores como a complexidade do pedido, a extensão da conversa, o número de fontes e as funcionalidades utilizadas. A empresa apresenta esta abordagem como uma forma de dar mais flexibilidade ao utilizador. Ainda assim, não publicou uma conversão que permita saber antecipadamente quantas perguntas, vídeos ou apresentações caberão no novo limite padrão.

A cobertura do 9to5Google descreve a substituição dos limites diários por este orçamento de processamento. O Android Police também confirmou a transição anunciada para setembro. Não se trata, portanto, de uma promessa de acesso ilimitado nem de uma demonstração de que todos passarão a conseguir fazer mais tarefas.

Como perceber o que ainda pode fazer

O novo sistema inclui indicadores para acompanhar o consumo. Na conversa, será mostrado o que resta da quota e quando está prevista a renovação. Na área Studio, uma barra indicará o consumo esperado para gerar determinado conteúdo: quanto mais preenchida estiver, maior será o peso dessa tarefa.

A documentação para computador indica ainda a consulta da utilização nas definições, em Settings e depois Usage. Como a distribuição começa a 2 de setembro, estas opções podem não aparecer imediatamente em todas as contas. O calendário anunciado é para contas pessoais; não deve ser aplicado automaticamente a contas de empresas ou escolas.

Outra possibilidade é adiar a criação de conteúdos, como resumos em vídeo ou apresentações. A opção Generate later permite colocar o pedido em espera e receber uma notificação quando estiver pronto, se as notificações estiverem ativadas. Segundo a ajuda da Google, esta função está limitada à versão web e a espera pode durar algumas horas.

O que muda para contas gratuitas e pagas

As contas sem subscrição terão os limites padrão. O Google AI Plus dará acesso ao dobro desse nível e o AI Pro a quatro vezes o padrão. No AI Ultra, a referência muda: os limites serão cinco ou vinte vezes superiores aos do Pro, dependendo da subscrição.

Estes multiplicadores não equivalem a um número garantido de documentos ou respostas. Antes de pagar por um plano superior, importa observar o consumo das tarefas que realmente utiliza. A informação publicada ainda não permite traduzir uma mensalidade numa quantidade fixa de trabalho concluído.

A nossa leitura prática é reservar margem para os conteúdos importantes e evitar deixar uma apresentação urgente dependente de uma geração adiada. Depois da mudança, será o indicador da própria conta, e não uma tabela antiga de utilizações diárias, a referência mais útil para organizar o trabalho.

Fontes: Google Blog · Ajuda Google · 9to5Google · Android Police

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