Huawei Watch D3 chega a Portugal a 26 de outubro

Duas vistas frontais do Huawei Watch D3 com braceletes castanha e branca e indicadores de tensão arterial no ecrã.

O Huawei Watch D3 chega às lojas portuguesas a 26 de outubro. O novo relógio inteligente aposta num recurso pouco comum no pulso: mede a tensão arterial através de uma pequena braçadeira insuflável integrada na bracelete e pode criar um plano de monitorização ao longo de 24 horas.

A Huawei ainda não revelou o preço para Portugal. O equipamento foi apresentado internacionalmente em setembro, mas a data nacional só ficou agora confirmada. É um dispositivo médico de classe IIa com marcação CE 0197, destinado a adultos, embora os dados não substituam diagnóstico, tratamento ou acompanhamento por um profissional de saúde.

Uma braçadeira dentro da bracelete

A diferença face à maioria dos relógios está no método de medição. Em vez de estimar a tensão apenas com sensores óticos, o Watch D3 usa uma bolsa de ar mecânica que aperta o pulso, acompanhada por um sensor de pressão. É uma versão miniaturizada do princípio usado por tensiómetros convencionais.

O relógio permite fazer medições pontuais e iniciar um plano de monitorização ambulatória, conhecido pela sigla MAPA. Nesse modo, recolhe valores em diferentes momentos do dia e durante o sono. O objetivo é mostrar variações que uma leitura ocasional pode não revelar e gerar um relatório que pode ser partilhado com um médico.

O pulso e o braço têm de ficar na posição indicada durante uma medição manual. Movimento, uma bracelete mal ajustada e determinadas condições de saúde podem afetar os resultados. A própria Huawei recomenda que o utilizador nunca altere medicação com base nas leituras e consulte um profissional se tiver dúvidas.

Um dia de bateria no modo de 24 horas

A marca anuncia até seis dias de autonomia em utilização típica. A estimativa desce para cerca de um dia quando o plano de monitorização ambulatória está ativo, porque a braçadeira precisa de insuflar repetidamente. A duração real dependerá das medições, notificações, chamadas e restantes funções ligadas.

O ecrã AMOLED mede 1,92 polegadas e pode atingir um brilho máximo anunciado de 3000 nits. O relógio também inclui eletrocardiograma, acompanhamento do sono, frequência cardíaca, mais de 100 modos de exercício e chamadas por Bluetooth. Algumas funções de saúde variam consoante o país e podem chegar através de atualização.

A compatibilidade oficial começa no Android 9 e no iOS 13, através da aplicação Huawei Health. A Huawei indica ainda que a precisão pode ser afetada em pulsos com menos de 13 ou mais de 21 centímetros, pelo que o tamanho correto da bracelete não é apenas uma questão de conforto.

O que falta saber para Portugal

A confirmação nacional fixa o dia 26 de outubro, mas deixa o preço por anunciar. Também será importante verificar, na página portuguesa e na aplicação, quais das funções complementares ficam disponíveis desde o primeiro dia.

O Watch D3 entra num mercado onde os wearables de saúde estão a separar-se em propostas muito diferentes. Uma pulseira como o Fitbit Edge privilegia autonomia, exercício e métricas gerais. O modelo da Huawei é maior e mais especializado, com a braçadeira insuflável como elemento central.

Essa especialização é o principal motivo de interesse, mas também exige expectativas realistas. O relógio pode ajudar a reunir tendências e relatórios, não confirmar sozinho uma doença. Para quem já acompanha a tensão arterial, a decisão de compra dependerá do preço, do conforto durante um dia completo e da forma como os dados se integram no acompanhamento médico.

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