Jogo português Bobo estreia hoje no PC

Bobo salta entre plataformas num cenário roxo de pesadelo, ao lado do logótipo de Bobo and the Chest of Nightmares

Bobo e o Baú dos Pesadelos estreia hoje, 30 de outubro, no PC através da Steam. O jogo de plataformas 3D foi produzido em Portugal pela Polycast Labs, um estúdio de uma só pessoa sediado em Elvas, e recupera a exploração e os colecionáveis que marcaram títulos como Spyro e MediEvil.

A página da Steam indicava, durante a manhã, que a versão completa seria desbloqueada mais tarde. Até lá, continua disponível uma demonstração gratuita. O preço base comunicado pelo estúdio é 19,95 euros, mas o valor final deve ser confirmado na loja quando as vendas abrirem.

Um pesadelo inspirado nos clássicos dos anos 90

O protagonista é Bobo, um bobo da corte que abre acidentalmente o Baú dos Pesadelos e liberta uma entidade chamada Dreammaster. A missão passa por atravessar reinos corrompidos, recuperar os EchoMares e devolver a alegria a um mundo preso num crepúsculo permanente.

A estrutura mistura níveis semiabertos, plataformas e pequenos puzzles ambientais. Bobo pode dar salto duplo, planar com o chapéu, deslizar em paredes, percorrer carris e usar ataques simples. Cada mundo termina com um confronto contra um chefe, enquanto o circo central funciona como ponto de ligação entre as diferentes áreas.

O jogo também permite escolher entre uma experiência moderna e um modo retro mais exigente. Este último procura reproduzir a dificuldade dos jogos de plataformas do final dos anos 90, mas sem obrigar todos os jogadores a aceitar as mesmas limitações. Há ainda desafios de tempo e incentivos para regressar aos níveis à procura de colecionáveis que ficaram por encontrar.

Um projeto português feito por uma pessoa

A Polycast Labs apresenta Bobo e o Baú dos Pesadelos como o primeiro jogo comercial do género collectathon 3D produzido em Portugal, com base no registo da base de dados ibérica DeVuego. A designação collectathon refere-se a jogos em que a exploração e a recolha de objetos escondidos fazem parte central da progressão.

O desenvolvimento principal foi realizado por David Ho ao longo de cerca de 11 meses. Essa dimensão ajuda a explicar o foco numa campanha para um jogador e a opção por lançar primeiro no computador. A versão da Steam inclui interface e legendas em português de Portugal e português do Brasil, além de inglês, espanhol, francês, chinês simplificado e japonês.

Não foram feitos testes pelo Mundo Smart, pelo que não é possível avaliar desempenho, duração ou qualidade dos controlos antes da versão final ficar acessível. A demonstração é a forma mais segura de confirmar se o movimento e o nível de dificuldade correspondem ao que cada jogador procura.

As consolas chegam mais tarde

Os materiais promocionais mais antigos ainda associam o lançamento às consolas, mas a informação mais recente do estúdio adiou essas versões para o primeiro trimestre de 2027. A Polycast Labs aponta o processo de testes e certificação como motivo para concentrar agora os recursos na edição para PC.

Ainda não existe uma data exata para Nintendo Switch ou Xbox. Também não deve ser assumido que todas as versões chegarão no mesmo dia até as respetivas lojas publicarem fichas definitivas.

Para quem acompanha a produção portuguesa de videojogos, a estreia tem um interesse adicional: transforma um projeto individual num lançamento internacional com tradução para vários idiomas. Para os restantes jogadores, a proposta é mais direta, um jogo de plataformas colorido e ligeiramente sombrio que pode ser experimentado gratuitamente antes da compra.

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