A Meta apresentou a 23 de setembro os Meta VR Glasses, um dispositivo de realidade virtual com formato de óculos e cerca de 100 gramas de peso. A proposta junta cinema, jogos e um espaço de trabalho virtual num equipamento mais leve do que os habituais visores Quest. A venda está prevista para a primavera de 2027, com preço anunciado de 1.299,99 dólares nos Estados Unidos. A empresa ainda não divulgou preço em euros nem uma lista de mercados para o lançamento.
O peso reduzido tem uma explicação: os óculos concentram os ecrãs e sensores, mas ligam-se por cabo a uma unidade separada que transporta o processador, a bateria e o armazenamento. Essa unidade pode ficar presa ao bolso ou à mala. É uma solução que alivia o rosto sem dispensar um segundo objeto; a autonomia anunciada para reprodução de conteúdos em alta resolução é de até três horas.
O que estes óculos mostram
Os painéis micro-OLED apresentam 2.412 por 2.288 píxeis em cada olho, segundo a cobertura independente do evento. O utilizador pode selecionar opções com os olhos e gestos das mãos, sem comandos obrigatórios, e ver o espaço à volta através das câmaras exteriores. A Meta promove filmes em 3D e eventos desportivos imersivos, além de mais de 75 jogos preparados para gestos no lançamento e acesso a jogos transmitidos pelo Xbox Cloud Gaming. A oferta concreta de filmes e transmissões poderá variar consoante o país e os acordos de distribuição.
Os óculos também permitem criar vários ecrãs virtuais para trabalhar com um computador Mac ou Windows. Uma superfície plana pode funcionar como teclado e painel tátil virtuais. São utilizações apresentadas pela empresa e demonstradas no evento, mas a comodidade ao longo de um dia de trabalho ainda não foi comprovada por testes prolongados.
Um formato leve com compromissos
Numa experiência prática publicada pela Engadget, a jornalista considerou o equipamento leve durante cerca de meia hora de utilização e elogiou a nitidez do ecrã. Identificou, contudo, um campo de visão menos envolvente do que o de um visor VR tradicional e sentiu calor emitido pela unidade externa. A avaliação é preliminar: o produto só chega ao mercado no próximo ano.
O anúncio distingue estes óculos dos modelos Ray-Ban Meta, centrados em áudio, câmara e funções inteligentes. Aqui há ecrãs para realidade virtual e mista, com um cabo e uma unidade de processamento como parte do equipamento. A novidade é a confirmação de um produto comercial, acompanhado de preço e janela de lançamento, depois de meses de especulação sobre o formato. Quem acompanha cinema imersivo, jogos VR ou computação espacial já pode perceber a direção escolhida pela Meta, embora faltem detalhes sobre disponibilidade fora dos Estados Unidos.
