O Audiophile.fm já pode ser usado em aplicações para iPhone e Android, além do leitor que existia no navegador. O serviço reúne estações de rádio online que transmitem em FLAC, um formato sem perdas, com opções de qualidade de CD e áudio de maior resolução. A aplicação é gratuita, não exige conta nem subscrição e não apresenta publicidade própria.
A proposta parece próxima de um serviço de streaming musical, mas há uma diferença essencial: é rádio. O ouvinte escolhe uma estação, não uma música ou álbum. A seleção fica a cargo de cada emissora, o que torna o Audiophile.fm mais adequado para descobrir música do que para ouvir um título específico.
Rádio em FLAC, não um catálogo a pedido
O FLAC comprime o áudio sem eliminar informação do ficheiro original. Em teoria, permite conservar mais detalhe do que formatos com perdas usados por muitas rádios online. A qualidade real depende, contudo, da emissão de cada estação, do equipamento, da ligação e da forma como o som chega aos auscultadores ou colunas.
A aplicação mostra a resolução disponível, incluindo taxa de amostragem, profundidade de bits e débito quando a estação fornece esses dados. Também apresenta a música e o artista em reprodução, capas e letras quando essa informação existe. É possível guardar estações, regressar às ouvidas recentemente e receber sugestões com base nas favoritas ou na última emissão.
Não existe garantia de ausência total de anúncios. O Audiophile.fm não coloca publicidade na aplicação, mas cada rádio pode inserir os seus próprios intervalos comerciais na emissão. Como se trata de uma transmissão em direto, esses anúncios não podem ser saltados pela aplicação.
Aplicações chegaram em datas diferentes
A versão para Android foi anunciada a 7 de outubro. A aplicação para iPhone chegou à App Store a 18 de outubro e requer iOS 26 ou posterior. No Android, a compatibilidade e a disponibilidade devem ser confirmadas diretamente no Google Play, porque podem variar conforme o equipamento e a região.
O serviço continua acessível no navegador, sem instalar uma aplicação. Esta opção permite ouvir num computador, tablet ou telemóvel e pode ser útil quando a loja não apresenta uma versão compatível.
A reprodução continua em segundo plano e pode ser controlada no ecrã bloqueado. As reportagens da TechRadar e do Tom’s Guide confirmam uma experiência funcional nas aplicações, mas assinalam que o projeto ainda está em desenvolvimento. AirPlay, Google Cast e equalização não estavam disponíveis no lançamento móvel.
O áudio lossless também tem custos práticos
As transmissões FLAC usam mais dados do que rádio comprimida. O próprio serviço recomenda Wi-Fi para sessões longas e não oferece reprodução offline, porque as estações são emitidas em direto. Ouvir durante muito tempo através da rede móvel pode, por isso, consumir uma parte relevante do plafond de dados.
Também não basta escolher uma estação Hi-Res para ouvir sempre a resolução máxima. Uma ligação Bluetooth comum pode voltar a comprimir o sinal antes de chegar aos auscultadores. Para preservar melhor a qualidade, uma ligação por cabo ou equipamento compatível com codecs de maior débito pode fazer diferença, embora não seja necessária para usar a aplicação.
O Audiophile.fm não substitui o Spotify, Apple Music ou Tidal para quem quer procurar uma canção e reproduzi-la de imediato. Funciona melhor como uma porta de entrada para rádios de jazz, clássica, rock, eletrónica, ambiente e outros géneros. A principal novidade é levar essa experiência, antes centrada no navegador, para o telemóvel sem criar uma nova subscrição.









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