Moto Watch Ultra traz Wear OS e métricas da Polar

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A Motorola apresentou o Moto Watch Ultra na IFA 2026, marcando um regresso mais ambicioso da marca aos relógios com Wear OS. O novo modelo combina aplicações da Google, ligação móvel LTE por eSIM e métricas de treino e recuperação desenvolvidas pela Polar.

O preço recomendado começa nos 429 euros e a chegada a países europeus selecionados está prevista para as próximas semanas. A Motorola ainda não confirmou o preço nem a disponibilidade em Portugal, pelo que o valor europeu não deve ser tratado como uma garantia para o mercado nacional.

Wear OS muda a experiência do relógio

O Moto Watch Ultra usa Wear OS e permite instalar aplicações através da Google Play Store. Entre as opções anunciadas estão Google Maps, Google Messages, YouTube Music e Google Wallet, embora alguns serviços dependam do país, da conta e de subscrições adicionais.

A ligação LTE por eSIM permite receber chamadas, mensagens e notificações sem ter o telemóvel por perto. Esta função também depende de uma operadora compatível e pode exigir um plano específico. A Motorola não confirmou que as operadoras portuguesas vão suportar o relógio no lançamento.

O relógio inclui ainda o Gemini e o assistente Qira da Motorola. O Qira consegue procurar informação guardada em equipamentos Motorola e Lenovo compatíveis, mas exige uma conta Motorola e uma ligação ativa a esses dispositivos. A presença de dois assistentes não altera o objetivo principal do produto, que continua a ser um smartwatch de saúde, treino e comunicação.

A Polar fornece as métricas de treino e recuperação

A parceria com a Polar acrescenta ferramentas conhecidas dos relógios desportivos da marca. O Nightly Recharge combina informação sobre o sono e a recuperação do sistema nervoso autónomo. O Sleep Plus Stages acompanha as fases do sono, enquanto o Serene orienta exercícios de respiração com informação em tempo real.

Para atividade física, existem objetivos diários, zonas de intensidade, estimativas de calorias e análise das fontes de energia usadas durante o exercício. O Running Coach fornece treinos orientados para corrida e caminhada, incluindo apoio ao ritmo.

Estas funções podem ajudar a acompanhar tendências pessoais, mas não substituem avaliação ou diagnóstico médico. A utilidade real dependerá também da precisão dos sensores, algo que só poderá ser avaliado de forma independente quando o produto estiver disponível.

Ecrã grande, GPS e autonomia até dois dias

O relógio tem uma caixa de aço inoxidável de 46 mm e um ecrã OLED de 1,5 polegadas, com brilho máximo anunciado de 2700 nits. É uma única dimensão, por isso poderá parecer grande em pulsos mais pequenos. As braceletes usam a medida comum de 22 mm, facilitando a substituição.

O processador é o Snapdragon W5 Plus Gen 1. Há GPS de dupla frequência, pagamentos por NFC, proteção IP68, resistência de 5 ATM e vidro Gorilla Glass 3. Estas classificações ajudam em chuva, suor e natação dentro das condições indicadas pelo fabricante, mas não tornam o relógio indestrutível ou adequado a qualquer atividade aquática.

A Motorola anuncia até dois dias de utilização com o ecrã sempre ligado desativado. Uma carga de 15 minutos poderá fornecer até 24 horas, desde que seja usado um adaptador com pelo menos 30 W, vendido separadamente. Ambos os números vêm de testes da marca e variam com LTE, GPS, brilho e aplicações.

O que deve pesar antes de comprar

O nome Ultra sugere um rival direto dos modelos mais resistentes da Apple e da Samsung, mas o equipamento está mais próximo de um smartwatch Wear OS convencional com construção premium. Não foram apresentadas funções específicas para mergulho, expedições ou desportos extremos.

Os pontos mais fortes são a integração Polar, o acesso às aplicações Wear OS, o GPS de dupla frequência e a possibilidade de sair sem o telemóvel quando o LTE estiver disponível. Do outro lado estão a caixa única de 46 mm, a autonomia anunciada com o ecrã sempre ligado desligado e um processador lançado há vários anos.

Antes de decidir, será importante confirmar três detalhes em Portugal: preço final, suporte das operadoras ao eSIM e disponibilidade das funções de saúde e pagamento. Sem essas respostas, os 429 euros servem apenas como referência europeia.

Fontes: Motorola · The Verge · Tech Advisor · Android Central

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