A TCL apresentou o P80 Ultra na IFA 2026, um smartphone Android que tenta conciliar dois tipos de utilização pouco comuns no mesmo ecrã. Em modo normal, oferece um painel AMOLED rápido e brilhante. Quando o utilizador ativa o Max Ink, a interface passa para uma apresentação monocromática semelhante à de um leitor digital, com menos aplicações e notificações.
O modelo começa nos 549 euros na Europa, na configuração com 256 GB, enquanto a versão de 512 GB foi anunciada por 599 euros. A venda em mercados europeus já arrancou, mas a TCL ainda não confirmou preços, lojas ou uma data específica para Portugal.
AMOLED e NXTPAPER no mesmo ecrã
O P80 Ultra é o primeiro telemóvel da marca a juntar a tecnologia NXTPAPER a um painel AMOLED. O ecrã tem 6,83 polegadas, resolução 1.5K, taxa de atualização de 120 Hz e brilho máximo anunciado de 3200 nits. A TCL acrescenta um acabamento mate para reduzir reflexos, uma diferença que poderá ser útil para ler no exterior ou sob iluminação forte.
Esta abordagem não transforma o painel num verdadeiro ecrã de tinta eletrónica. O Max Ink altera as cores, simplifica a interface, limita aplicações em segundo plano e reduz interrupções, mas continua a usar o mesmo AMOLED. A troca é feita através de uma tecla dedicada na lateral.
A marca estima até sete dias de utilização ativa neste modo e até 26 dias em espera. Estes valores dependem dos testes internos da TCL e deverão variar bastante consoante a rede, o brilho, as aplicações permitidas e o tempo de ecrã.
Câmaras e bateria colocam-no na gama média alta
O equipamento usa o MediaTek Dimensity 7400 Elite, acompanhado por 8 GB de RAM e 256 ou 512 GB de armazenamento. A bateria tem 5800 mAh e suporta carregamento por cabo a 45 W.
Na traseira existe uma câmara principal de 50 MP com estabilização ótica, uma ultra grande angular de 8 MP e uma teleobjetiva periscópica de 50 MP com zoom ótico de 3x. A câmara frontal tem 32 MP. A presença de uma teleobjetiva dedicada diferencia o Ultra de muitos modelos nesta faixa de preço, embora a qualidade final dependa também do processamento de imagem e precise de testes independentes.
O telefone chega com Android 16. A TCL promete quatro atualizações principais do sistema operativo e sete anos de correções de segurança para o P80 Ultra e o P80 Pro, um compromisso importante para quem pretende manter o equipamento durante vários anos.
As diferenças para o P80 Pro e o P80
A série inclui ainda o P80 Pro, desde 429 euros, e o P80, desde 349 euros. O Pro mantém o ecrã AMOLED com NXTPAPER, mas perde a teleobjetiva do Ultra. O modelo base conserva o AMOLED, porém não inclui as funções NXTPAPER que tornam os dois modelos superiores mais adequados à leitura.
Esta distinção evita uma conclusão errada: comprar qualquer P80 não garante acesso ao Max Ink. Quem procura especificamente o modo monocromático, o acabamento orientado para reduzir reflexos e a interface com menos distrações deve concentrar-se no Pro ou no Ultra.
Para quem faz sentido o P80 Ultra
O novo TCL pode ser interessante para quem lê documentos ou livros durante longos períodos, mas não quer trocar um smartphone convencional por um leitor dedicado. O modo normal mantém as vantagens esperadas de um AMOLED, enquanto o Max Ink oferece uma forma rápida de reduzir cores e notificações.
Ainda assim, o ecrã não substitui a autonomia nem o conforto visual de todos os leitores de tinta eletrónica. Também falta confirmar a disponibilidade oficial em Portugal e avaliar, em testes prolongados, a autonomia, as câmaras e o desempenho do revestimento anti-reflexo. O preço europeu de 549 euros torna-o uma alternativa distinta na gama média alta, mas a decisão deverá depender da importância real que cada pessoa atribui ao modo de leitura.
Fontes: TCL · The Verge · Notebookcheck









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