A Apple apresentou o primeiro MacBook Pro com ecrã tátil. O novo modelo chama-se MacBook Pro com ecrã PROLED XDR e combina um painel OLED em tandem com os processadores M5 Pro ou M5 Max. Em Portugal, as reservas já abriram e os preços começam nos 3399 euros.
A mudança confirma a principal expectativa do evento Pro and Tell anunciado pela Apple. Durante anos, a empresa recusou colocar toque nos portáteis, mesmo quando a funcionalidade se tornou comum em computadores Windows. Agora, o toque chega como complemento do teclado e do trackpad, não como substituição.
O toque chega ao macOS sem transformar o Mac num iPad
O ecrã reconhece gestos como deslizar, ampliar fotografias com dois dedos, arrastar elementos entre aplicações e organizar janelas. A Apple também destaca usos profissionais, incluindo desenho, manipulação de objetos 3D e instrumentos musicais virtuais.
A experiência prática publicada pela Engadget indica que o macOS mantém o aspeto conhecido. Alguns controlos aumentam quando são tocados, mas a interface não foi totalmente redesenhada para parecer um sistema de tablet. Isto reduz a curva de aprendizagem para quem já usa Mac, embora não elimine a questão ergonómica de levantar o braço para tocar num ecrã vertical.
O computador mantém teclado e trackpad tradicionais. A dobradiça e a estrutura foram revistas para suportar a interação tátil, enquanto o modelo de 14 polegadas ficou mais leve, com 1,38 kg. O de 16 polegadas pesa 1,82 kg.
O painel OLED é uma mudança tão importante como o toque
O PROLED XDR usa duas camadas OLED e está disponível em tamanhos de 14,2 e 16,3 polegadas. A Apple anuncia até 1000 nits de luminosidade constante em todo o ecrã, picos de 2000 nits para HDR e SDR, contraste de 10 000 000:1 e taxa de atualização adaptativa até 120 Hz.
Para fotografia, vídeo e design, a cobertura dos espaços de cor P3 e Adobe RGB pode ser mais relevante do que o toque. A tecnologia OLED permite negros profundos e maior contraste, mas também levanta dúvidas sobre retenção de imagem. A Reuters relata que a Apple redesenhou o sistema térmico e usa o processamento dos chips para gerir os píxeis e reduzir esse risco. A durabilidade real só poderá ser avaliada com utilização prolongada.
A Dynamic Island substitui o recorte tradicional e reúne o Spotlight, atividades em tempo real, música e Siri. O equipamento mantém três portas Thunderbolt 5, HDMI, MagSafe 3, leitor SDXC e saída para auscultadores, além de Wi-Fi 7 e Bluetooth 6. A autonomia anunciada chega às 24 horas, dependendo da configuração e do uso.
O modelo tátil ocupa o topo da gama
O MacBook Pro PROLED XDR de 14 polegadas com M5 Pro começa nos 3399 euros em Portugal. O modelo de 16 polegadas começa nos 3999 euros. As reservas abriram a 28 de outubro e a disponibilidade está marcada para 6 de novembro.
O preço ajuda a perceber o posicionamento. O MacBook Pro de 14 polegadas com M6, sem ecrã tátil e com painel mini-LED, continua na gama desde 2349 euros. Quem procura apenas mais desempenho pode encontrar melhor relação entre preço e capacidade nessa versão. O novo PROLED XDR destina-se sobretudo a quem valoriza o painel OLED, o peso inferior e a interação tátil.
O lançamento surge no mesmo evento em que a Apple renovou outros computadores. O iMac com M6 manteve o desenho conhecido, enquanto o MacBook Pro recebeu uma alteração física e funcional muito mais profunda. Para quem já tem um MacBook Pro recente, a decisão dependerá menos do processador e mais do valor atribuído ao novo ecrã.










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