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CXMT leva nova memória LPDDR5X à produção em massa

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A CXMT colocou em produção em massa a quinta geração da sua plataforma de memória DRAM e apresentou dois novos componentes LPDDR5X de 24 gigabits. O anúncio foi feito a 20 de setembro, durante a World Manufacturing Convention, em Hefei, na China.

A memória LPDDR é a área de trabalho temporária usada por telemóveis, tablets e outros equipamentos portáteis para manter aplicações e dados ativos. Não deve ser confundida com o armazenamento onde ficam fotografias e ficheiros. A nova plataforma procura aumentar a capacidade e reduzir o consumo, dois fatores importantes em dispositivos com pouco espaço para bateria e refrigeração.

Mais capacidade em cada componente

Segundo a CXMT, os novos componentes guardam mais 50% de dados do que os equivalentes anteriores da empresa. Estão disponíveis em dois formatos de encapsulamento, destinados a diferentes desenhos de telemóveis e equipamentos portáteis, e já entraram em produção em massa.

A fabricante diz ter reduzido para 11,95 nanómetros a distância entre estruturas essenciais das células de memória. Para alcançar esse nível, repetiu etapas de fabrico através de uma técnica chamada padronização quádrupla. A empresa afirma ainda que consegue obter pelo menos mais 50% de chips brutos por bolacha de silício do que na plataforma anterior.

Esse aumento não equivale automaticamente a mais 50% de unidades aproveitáveis. O número divulgado é anterior à exclusão de componentes com defeito nos testes finais. Também não revela velocidades, fabricantes de telemóveis, preços ou datas de chegada a produtos comerciais.

O que pode mudar nos telemóveis

Uma maior densidade permite reunir mais memória num espaço semelhante. Na prática, dá aos fabricantes margem para criar configurações com mais RAM, manter o tamanho dos componentes ou procurar ganhos de eficiência. O resultado para o utilizador dependerá sempre do processador, do sistema operativo, da gestão térmica e da capacidade escolhida por cada marca.

A produção em massa é mais relevante do que uma amostra de laboratório porque indica que a tecnologia passou para uma fase industrial. Ainda assim, não significa que estes componentes cheguem imediatamente a Portugal. A CXMT não identificou clientes, modelos de telemóvel ou mercados.

O desenvolvimento acrescenta uma nova etapa à presença da empresa na memória móvel. Em agosto, o Mundo Smart noticiou que o Xiaomi 18 Fold usaria memória LPDDR6 da CXMT. O anúncio atual é distinto: centra-se numa nova plataforma de fabrico e em componentes LPDDR5X de 24 gigabits, não no lançamento daquele telemóvel.

Uma alternativa num mercado concentrado

Samsung, SK Hynix e Micron dominam o mercado mundial de DRAM. A CXMT continua menor, mas uma plataforma mais eficiente pode dar aos fabricantes chineses uma fonte adicional de componentes e aumentar a concorrência, sobretudo no mercado interno.

O avanço também deve ser lido com cautela. A afirmação de que o processo se aproxima dos nós mais avançados produzidos em massa vem da própria CXMT e ainda não foi acompanhada por testes independentes dos novos componentes. A empresa trabalha sob restrições norte-americanas ao acesso da China a equipamento e software avançados para semicondutores, o que torna a capacidade de produção local particularmente relevante.

A novidade tem impacto industrial imediato, mas o efeito para quem compra um telemóvel só poderá ser medido quando surgirem produtos concretos. Até lá, ficam confirmados a produção em massa, a capacidade de 24 gigabits e os dois formatos; desempenho, autonomia, preço e disponibilidade continuam por conhecer.

Fontes: Reuters · CXMT · Tom’s Hardware