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Signal leva cópias locais encriptadas ao iPhone e PC

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O Signal passou a permitir cópias de segurança locais encriptadas no iPhone e nas aplicações para computador. A novidade chegou com a versão 8.30 para iOS e completa a primeira fase de um projeto que já tinha levado opções semelhantes ao Android. Para quem guarda conversas importantes na aplicação, significa maior controlo sobre onde fica o arquivo e mais flexibilidade ao mudar de dispositivo.

As cópias locais ficam numa pasta escolhida pelo utilizador e são protegidas por uma chave de recuperação. Podem ser guardadas num disco externo, num servidor doméstico ou noutro serviço de armazenamento. O Signal não consegue abrir o conteúdo sem essa chave, mas também não a pode recuperar se for perdida.

Um formato comum entre sistemas

A mudança não se limita ao iPhone. O Signal Desktop também passou a criar arquivos locais, enquanto o sistema do Android foi renovado para usar o mesmo formato compatível entre plataformas. Segundo a organização, as cópias podem agora ser criadas e restauradas entre Android, iOS, Linux, macOS e Windows.

Há, contudo, diferenças no processo. A documentação do Signal indica que uma cópia criada no computador pode ser restaurada num telemóvel Android, mas o restauro direto desse arquivo no iOS ainda não é suportado. No iPhone, a versão 8.30 inclui também uma transferência direta entre aparelhos através de uma ligação local encriptada por Wi-Fi Aware.

O novo formato procura reduzir o espaço desperdiçado. Os ficheiros multimédia ficam separados do arquivo principal e conteúdos repetidos são guardados apenas uma vez. Isto facilita a sincronização periódica para um disco externo ou um servidor NAS, embora continue a caber ao utilizador gerir o espaço e conservar a chave de recuperação em segurança.

Cópia local e serviço alojado não são iguais

O Signal mantém duas opções distintas. As cópias locais não têm um limite de tamanho definido pela aplicação e ficam sob controlo do utilizador. Já o serviço Signal Secure Backups guarda o arquivo nos servidores da organização: o plano gratuito inclui mensagens de texto e os últimos 45 dias de ficheiros multimédia, enquanto o plano pago suporta até 100 GB.

Ambas as opções usam encriptação ponto a ponto. O serviço alojado acrescenta uma chave suplementar que roda diariamente num ambiente protegido, mas continua a depender da chave de recuperação do utilizador. Nas cópias locais, a mesma chave pode abrir todos os arquivos anteriores, razão pela qual o Signal recomenda apagar versões antigas quando deixarem de ser necessárias.

As mensagens configuradas para desaparecer em menos de 24 horas ficam excluídas das cópias. Além disso, desativar o serviço alojado não apaga automaticamente arquivos locais já existentes. A atualização dá mais opções a quem quer preservar o histórico sem entregar a gestão do arquivo a um serviço remoto, mas exige atenção ao local de armazenamento e à chave que permite restaurá-lo.

Fontes: Signal · BleepingComputer

Fernando Carrujo
Desde muito cedo que o mundo da tecnologia me fascinou, estou sempre atento às novas tecnologias, não só porque gosto mas porque também trabalho na área. Criámos este website para ajudarmos e atualizar todos os nossos visitantes, que tal como nós são apaixonados pelo mundo tecnológico.