A Xiaomi Smart Band 11 já está à venda em mercados europeus, depois de ter sido apresentada na China em setembro. A loja espanhola da marca confirma duas versões: o modelo normal por 59,99 euros e a variante com NFC por 79,99 euros. A chegada torna mais simples comprar a versão global, mas a disponibilidade específica em Portugal ainda não está confirmada.
A nova pulseira mantém o formato compacto da geração anterior, com alterações no brilho do ecrã, na espessura e no acompanhamento de saúde. Continua, no entanto, sem GPS integrado, uma limitação importante para quem pretende registar percursos sem levar o telemóvel.
Ecrã mais brilhante e corpo mais fino
A Smart Band 11 usa um ecrã AMOLED de 1,72 polegadas, com resolução de 212 por 520 píxeis. A Xiaomi anuncia um pico de brilho de 2000 nits em determinadas situações, enquanto a ficha técnica indica 1500 nits no modo de brilho elevado. A diferença resulta dos métodos de medição e não significa que o valor máximo seja mantido continuamente.
O corpo tem 9,99 milímetros de espessura e pesa 15,58 gramas sem a bracelete na versão normal. Existem acabamentos em preto, prateado e rosa. A marca também apresenta uma edição em cerâmica branca, mas essa variante ainda não surge para compra na loja espanhola consultada.
A resistência à água de 5 ATM permite utilizar a pulseira em piscinas e atividades em águas pouco profundas. A Xiaomi avisa que não foi concebida para mergulho, duches quentes, saunas ou água em movimento a alta pressão.
Saúde, exercício e autonomia
Os sensores acompanham frequência cardíaca, oxigénio no sangue, stress e sono. A aplicação Mi Fitness reúne os dados e oferece recomendações relacionadas com o descanso. Estas medições servem para observar tendências gerais e não substituem equipamentos médicos, diagnóstico ou acompanhamento profissional.
Existem mais de 150 modos de exercício e a pulseira pode transmitir a frequência cardíaca por Bluetooth para dispositivos e aplicações compatíveis. Durante uma corrida ou passeio de bicicleta, porém, o mapa depende do GPS do telemóvel ligado, porque a Smart Band 11 não tem localização própria.
A bateria de 233 mAh promete até 21 dias no modelo normal em utilização leve. A estimativa desce para cerca de 10 dias no uso considerado típico pela Xiaomi e para seis dias com o ecrã sempre ligado. Na versão NFC, a autonomia máxima anunciada é de 18 dias, mantendo valores semelhantes nos cenários mais exigentes. Uma carga completa demora aproximadamente 90 minutos.
O que muda na versão NFC
A variante mais cara acrescenta pagamentos por aproximação através do Xiaomi Pay. A presença do chip não garante, por si só, que qualquer cartão bancário funcione. O suporte varia por país, banco e serviço, pelo que deve ser confirmado antes da compra.
Os dois modelos ligam-se por Bluetooth 5.4 e são compatíveis com Android 8 ou posterior e iOS 14 ou posterior. Também mostram notificações e permitem controlar algumas funções do telemóvel, incluindo a câmara de um iPhone quando a ligação é feita diretamente através da Mi Fitness.
Para compradores em Portugal, os preços espanhóis são uma referência europeia, não uma confirmação de venda nacional. Quem pondera importar deve verificar entrega, garantia e compatibilidade do NFC. A proposta da Smart Band 11 continua centrada num preço baixo e autonomia longa; a principal cedência permanece a dependência do telemóvel para registar percursos.










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