A Apple iniciou esta sexta-feira, 18 de setembro, a disponibilidade comercial do Apple Watch Ultra 4. O novo relógio mantém o corpo de titânio de 49 mm e o ecrã do modelo anterior, mas estreia um sistema de sensores revisto, o processador S11 e a maior autonomia anunciada até hoje num Apple Watch.
O lançamento nas lojas transforma o anúncio de 9 de setembro numa decisão de compra concreta. A proposta continua dirigida sobretudo a quem pratica desporto de resistência, precisa de GPS e comunicações fora de casa ou prefere um relógio mais robusto. Para quem já usa o Ultra 3, as diferenças existem, mas estão concentradas no interior e podem não justificar uma troca imediata.
Bateria cresce sem mudar o formato
A Apple anuncia até 50 horas de utilização normal, face às 42 horas atribuídas ao Ultra 3. No modo de baixo consumo, o valor sobe para 84 horas. Há também dois modos destinados a treinos longos: o primeiro mantém GPS e leitura da frequência cardíaca durante até 25 horas, enquanto o modo máximo pode registar corridas, caminhadas e percursos durante até 45 horas, com algumas métricas e alertas desativados.
O carregamento foi acelerado. Segundo a fabricante, 15 minutos ligados à corrente acrescentam até 18 horas de autonomia. Nos primeiros testes independentes, a TechRadar aproximou-se de dois dias de uso e confirmou ganhos rápidos com o novo cabo, embora tenha ressalvado que precisa de mais ciclos para avaliar a diferença real. A duração final varia com rede móvel, GPS, notificações, brilho e tipo de treino.
Novo sensor acompanha o coração com mais frequência
O sistema Health Sensing combina sensores óticos e elétricos redesenhados. Fora dos treinos, o relógio passa a medir a frequência cardíaca a cada cinco segundos e recolhe a variabilidade da frequência cardíaca com maior frequência. Estes dados alimentam a nova pontuação Readiness, de 0 a 10, que cruza sono, sinais vitais, atividade recente e carga de treino para sugerir se o utilizador deve recuperar, moderar ou avançar com o esforço planeado.
A Apple apresenta o sistema como mais preciso, com base num estudo conduzido pela própria empresa. Num ensaio prático, a Tom’s Guide comparou o relógio com uma cinta peitoral durante uma corrida de 22 milhas e obteve resultados próximos. É um sinal útil, mas não substitui validação clínica independente nem transforma a pontuação em aconselhamento médico. A própria Apple classifica a aplicação Vitals como uma ferramenta de bem-estar.
O Readiness também precisa de dados suficientes: a avaliação inicial requer sete noites de utilização, com pelo menos quatro horas de sono por noite. Isso significa que a principal novidade não apresenta conclusões completas logo no primeiro dia.
Uma evolução pensada para utilizadores exigentes
O Ultra 4 conserva o ecrã de 3.000 nits, a resistência à água até 100 metros, o GPS de dupla frequência e as caixas em titânio natural ou preto. O novo S11 melhora o processamento e suporta funções adicionais, mas algumas das mais chamativas ainda não fazem parte da experiência de lançamento.
Live Rewind e Siri Recap deverão chegar em beta mais tarde em 2026. A Apple indica que estas funções não estarão inicialmente disponíveis na União Europeia. Também dependem de um iPhone compatível com Apple Intelligence, enquanto a disponibilidade por idioma e região pode variar.
Para novos compradores que valorizem autonomia, construção resistente e métricas de recuperação, o Ultra 4 é a opção Apple mais completa. Para proprietários do Ultra 3, o benefício principal está na bateria e no acompanhamento cardíaco mais frequente. Como o desenho, o ecrã e grande parte da experiência permanecem familiares, esperar por testes prolongados pode ser a decisão mais sensata.
Fontes: Apple · Tom’s Guide · TechRadar









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